Quinta-feira, Junho 10, 2010
Quinta-feira, Dezembro 18, 2008
Os passos marcavam com ruído seco as pedras da rua, onde os poucos candeeiros davam uma ténue luz rasgada pela chuva. A silhueta do homem deixava ver a gola do casaco puxada para cima, protegendo-se do frio, na face a chuva lançava gotas frias, bofetadas contínuas. O carro aproxima-se a grande velocidade parando a seu lado. Conhecia bem demais aquele carro, sonho de muitos, para ele, só mais uma lembrança de amargo tempo. A porta abriu-se e um braço despido enrolado em ceda vermelha chama-o num gesto gracioso, tudo lhe passa, tudo lhe lembra, amargo sabor da solidão passa, o punhal da indiferença deixa de doer mesmo ainda cravado. Dá um passo hesitante em direcção tão dispendioso bólide e lança o olhar no seu interior. Na bela mão esta a chave que ele num gesto brusco agarra e contornando o carro entra arrancado. A velocidade subia e sentia aquelas mãos que tanto amara, o perfume caro que ela adorava. Parou defronte ao rio, sem uma palavra ela beijou-lhe suavemente o pescoço, mordiscando, aqueles lábios doces, quentes, tal como os dedos que lhe queimavam a pele, passando pelo peito, desapertando cada botão das calças. Beijando-a com loucura, deixou o amor voltar a agarrar-lhe o coração que aquela mulher já partiu, mas não quis saber, quis amar, quis beijar, quis sentir os seus lábios o calor de seu corpo. Ouvir seus gemidos em quando levantava o vestido, e pedia o amor, a paixão e gritava de prazer. Ele sonhava, sonhou, e gritava com ela. Saiu do carro exausto olhado para a lua e pensou no tamanho do amor por aquela mulher. Ouviu-se o Bólide roncar e sumir-se na rua tal como apareceu. O peito dele batia mais uma vez de abandono, ficou na companhia da chuva e do rio. Mas agora ao andar as gotas de chuva confundiam-se com o sal de seus olhos…
Terça-feira, Agosto 05, 2008
Sábado, Julho 19, 2008
Sexta-feira, Julho 18, 2008
A lua
Longe falas, eu ouço… Sinto. Descanso… Preciso… Encontro a paz que trazes… Olho-te de longe, admirando o dançarino movimento do teu andar, meu olhar brilha, e num bater acelerado de coração sorri, Vem!!! E ficamos em paz, morremos juntos, e assim ficamos no universo… Somos duas Estrelas, somos duas Luas, que dançam na noite, juntos abraçados, enrolados, clamando o amor que noutra vida já sentimos.
Terça-feira, Março 25, 2008
Momentos...

Tinha tido uma noite péssima, pesadelos estúpidos que o impediram de descansar. De dormir em inocência. Os sonhos, tais como os pesadelos, estão em nossos sonos para nos mexer, nos fazer abanar. Assim, nunca estamos a salvo de um sonho, um pesadelo, sejamos nós quem formos, e nos relega ao mais insignificante ser, e nos mostra a humildade.
Acordou com a claridade passando pelo vidro protector da janela. Depois de sentir a água reconfortante do duche saiu. O sol batia-lhe na face como acordando-o para a vida e provocando-o. Porquê? O sol que te aquece, porquê? Acaricia tão doce corpo, astro sedutor, quente, que toca corpo, desejo, doces lábios que me sugam, de fazem subir, testemunho, quente silêncio, sol cúmplice de amante, seu testemunho de seu amor, voltou ao sonho, ao momento, Momento perfeito aquele, perfeitas as flores presenteadas em seus braços, perfeito o vinho, perfeitos os cálices em sua mão, cristal elegido para amar, e até perfeita ficou a noite de estrelas iluminadas, seu coração se presenteou, e a garganta exprimiu doce, meiga e puro como grande sentimento, e a convidou a dançar aquela valsa de amor, o toque dos dedos dela em suas mãos fez passar raio de electricidade que percorreu todo o corpo, era amor… era puro sentimento. Seus rostos se tocavam, a pele veludo de face feminina, fazia-o levitar, e declarava, confessava, declamava seu amor. Final acordar e o nada frio ficou... Caindo no frio...
Etiquetas: Imagem tirada da net. autor desconhecido
Segunda-feira, Janeiro 01, 2007
Ao morrer na primavera seja
Rodaram as estrelas, e a lua que as acompanhou, despediram-se, e na boa vinda o sol entrou tomando conta do espaço iluminando todos os cantos do quarto e decorando em tons de creme rosado os corpos suados, e ternamente amados.
Sorriram uma e outra vez .
Sorriram uma e outra vez .
Domingo, Outubro 22, 2006
Sonhos ou Vidas Passadas

Ouviam-se as gotas da chuva miudinha suave, rolarem pelas folhas dos grandes carvalhos majestosos, de musgo verde abraçado ao tronco. Algumas gotinhas acariciavam suavemente as suas faces rolando docemente. Cavalgando serenamente lado a lado, entreolhavam-se num sorriso secreto. Uma felicidade imortal, vinda de muitas vidas, com a certeza de passar para muitas futuras. Pararam na clareira dos antigos amores. Os cabelos longos contrastavam com os folhos da camisa branca. Caminhou em direcção ao cavalo dela, segurando-lhe a mão, e num gesto nobre ajudou-a a desmontar. Mal os pés tocaram no chão, ela lançou em redor dele seus braços, num abraço quente. Caminharam, o cheiro a ervas, a chuva, não retiravam às flores os seus perfumes. Colheu uma flor de Lótus e, colocando por terra um joelho, ergueu as mãos como oferenda a uma deusa e dadivou-lhe a flor do amor. Aceite numa felicidade suprema, segurou a sua face fazendo-o levantar do solo, beijando-o apaixonadamente. Saíam daqueles dois seres pequenas luzes. Estrelas de amor, dançando em redor deles como um enxame. Aquele amor imortal encantou mais uma vez a floresta, mas o beijo foi interrompido por aquela sombra negra de vestimentas feudais, de espada …
(Texto de minha autoria)(foto tirada da net. autor desconhecido)
Domingo, Setembro 24, 2006
Amor
imagem de www.designbyred.com…
[Caminho velho, longo, os carvalhos altivos, como o observando, sombreavam seu passar. No seu rosto os flocos de neve fundiam-se como beijos amados. Segue cavalgando as poças geladas, sorrindo na protecção quente da vestimenta, como criatura superior.
O silêncio pede companhia. E gritava: ‘’Gostava de ser ave, de voar…sonhar…voar alto, tocando as nuvens. Acariciar o céu e sentir o desejo. Passar por dentro do amor, impregnando as minhas flâmulas e deixar-me cair… Cair para ter a confiança de que as mãos do meu amor me seguravam… ou morria por ele…amor…’’ ]
…
Segunda-feira, Setembro 04, 2006
O RIO
Acordei de loucura, tuas pernas fechadas me afastaram com frieza, me levantei por teu frio toque sufocado como asno engasgado com um molho de cardos na garganta.
Dirigi-me ao rio.
Sentado a brisa refrescava a face, o café inundava de aroma o sentir, olhava o rio…. Os sons das folhas que cantavam ao passar do vento. Aqui e ali saltam carpas. E sinto as tuas carícias, teus dedos, teus doces beijos, mas… não a tua presença. Tomo o gosto do café, sinto o aroma, as folhas acompanham suavemente, refresca a brisa. Sinto as tuas carícias nas lágrimas de meu rosto. Sinto a ausência de teus beijos. Não sinto a tua presença. Olhando para a canoa entrei. As sombras na corrente, o silêncio rompido pelo cantar dos guarda-rios. Desliza docemente a canoa, deitado as mãos tocam na água numa carícia de rio. A paz… a calma…
O passeio que fiz, que senti… adorei.
Ou sonhei?...
Dirigi-me ao rio.
Sentado a brisa refrescava a face, o café inundava de aroma o sentir, olhava o rio…. Os sons das folhas que cantavam ao passar do vento. Aqui e ali saltam carpas. E sinto as tuas carícias, teus dedos, teus doces beijos, mas… não a tua presença. Tomo o gosto do café, sinto o aroma, as folhas acompanham suavemente, refresca a brisa. Sinto as tuas carícias nas lágrimas de meu rosto. Sinto a ausência de teus beijos. Não sinto a tua presença. Olhando para a canoa entrei. As sombras na corrente, o silêncio rompido pelo cantar dos guarda-rios. Desliza docemente a canoa, deitado as mãos tocam na água numa carícia de rio. A paz… a calma…
O passeio que fiz, que senti… adorei.
Ou sonhei?...
Quinta-feira, Agosto 31, 2006

Ó sociedade pequena, murcha, besta imunda, tal como azeite em água nunca há-de conseguir beber o néctar de tal amor, nem sentir a emoção de tal paixão. Então na impossibilidade de admirar e provar de tal doce néctar, como loucos Néros tentam incinerar lindos sentimentos, é então que se agonizam num vómito continuo provocado pelo enxofre saído das suas gargantas e caiem secos… secos…


